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IMÓVEL, A BOLA OU A BOLHA DA VEZ? As perspectivas para 2008 são positivas. O setor profissionaliza-se cada vez mais. Os investimentos em publicidade no Brasil, segundo publicação da Fiabci (Federação Internacional das Profissões Imobiliárias) devem atingir cifras consideráveis, chegando à casa de 1,5 bilhão de reais, por conta da concorrência das principais bandeiras do setor, que apostam nesse crescimento. O mercado desperta do sono que hibernava e encontra seu ambiente ideal para o desenvolvimento. Com a economia madura e o sucesso dos empreendedores neste último ano, todos os indicadores apontam para a pujança do mercado imobiliário, que deve estender sua governanca coorporativa e investir mais nesse trem bala que não para de correr. Esse fenômeno é uma combinação de fatores propulsores e indiscutíveis para esta multiplicação de negócios, como a estabilidade econômica, a segurança da alienação fiduciária, a queda gradual dos juros, a dilatação dos prazos de financiamento, que coroam de otimismo o setor e apontam para um crescimento não menor que 30% nas grandes metrópoles como São Paulo e talvez de até 40% no nordeste, notadamente em Salvador. Os especialistas do mercado, especialmente os mais renomados, apostam num ano promissor. Otimistas, acreditam numa expansão significativa e sustentável. A reversão desse arcabouço no nosso mercado é pouco provável, em que pese a extensão da crise nos Estados Unidos não ser conhecida e não se saber quais as suas dimensões, tão pouco seu raio de ação. Essa é grande questão! Com a possibilidade do sistema financiar nesse 2008, 21 bilhões de reais atendendo a mais de 230 mil moradias em todo Pais, diminuindo o déficit habitacional e expandindo os CRI (Certificados de Recebiveis imobiliários), é preciso precaução. Alias num mundo globalizado onde um estalo ali, repercute em poucos minutos numa bomba cá, nada melhor que se ter muito cuidado com os reflexos imprevisíveis que essa montanha russa poderá causar a médio e a longo prazo. Imóvel é sempre o melhor negócio, desde que bem assessorado. De toda sorte, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Sérgio Sampaio Empresário do mercado imobiliário há mais de 35 anos e presidente do SECOVI-BA ( Sindicato da Habitação ) |